ENADE 2021: Português e inglês (licenciatura) com Gabarito

ENADE 2021: Português e inglês (licenciatura) com Gabarito OBS:  As  questões objetivas de 01 a 08  estão disponível na prova de  Forma...
ENADE - Meus Exercícios

ENADE 2021: Português e inglês (licenciatura) com Gabarito

OBS: As questões objetivas de 01 a 08 estão disponível na prova de Formação Geral que você pode acessar clicando neste link ou neste link e/ou neste link. As questões discursivas não foram disponibilizadas com padrão de resposta. Assim que divulgadas serão atualizadas.



Considering the context of teaching English as a foreign language, if a teacher presents the image above in the classroom while discussing a sociolinguistic approach of language, she/he may be using it to

A) emphasize the right and wrong way to use language.

B) state that there is a language pattern to be followed.

C) exemplify that language is homogeneous and invariable.

D) discuss language as a social, historical and cultural construct.

E) illustrate different language practices by users in different contexts.

The ability to read - taking general comprehension as the example - requires that the reader draw information from a text and combine it with information and expectations that the reader already has. This interaction of information is a common way to explain reading comprehension, though it does not reveal much about the specifics of reading. Recently, research on L1 reading has highlighted the need for readers to develop essential reading processes and abilities such as rapid words recognition, vocabulary development, text-structure awareness, and strategic reading (as opposed to learning individual strategies).
GRABE, W.; STOLLER, F. Reading for academic purposes: guidelines for the 
ESL/EFL teacher. In: CELCE-MURCIA, M. Teaching English as a second or 
foreign language. Boston: Heinle, Cengage Learning, 2001, p.187-203.

Considering the excerpt and the assumption that language and culture cannot be separated, analyze the following statements and the relationship between them.

I. The reader’s cultural background influence in his or her understanding of the text, so readers from two different cultural backgrounds can read the same text and construct different meanings of what the text means.


II. Content and formal schemata play an important role in the foreign language reading process. While the first includes what we know about people, the world and culture, the second is related to what we know about the linguistic structure, lexicon and discourse.

Considering these statements on using the ICT in the teaching-learning process, choose the correct option.

A) Statements I and II are true propositions, and II is a correct justification of I.

B) Statements I and II are true propositions, but II is not a correct justification of I.

C) Statement I is a true proposition, and II is a false proposition.

D) Statement I is a false proposition, and II is a true proposition.

E) Statement I and II are false propositions.

I, Too
I, too, sing America.
I am the darker brother.
They send me to eat in the kitchen
When company comes,
But I laugh,
And eat well,
And grow strong.
I’ll be at the table
When company comes.
Nobody’ll dare
Say to me,
“Eat in the kitchen,”
They’ll see how beautiful I am
And be ashamed—
I, too, am America.
(Langston Hugues, 1925)
RAMPERSED, A. (ed). The Collected Works of Langston Hughes. v. 1. 
Poems 1921-1940. Columbia & London: University of Missouri, 2001.

Considerando o poema apresentado e seu contexto histórico cultural, é correto afirmar que o tema abordado se refere

A) à possibilidade futura de os negros reivindicarem o direito de fazer suas refeições à mesa junto aos brancos.

B) ao sucesso dos artistas negros na música, que deixavam a comunidade otimista em relação a uma maior igualdade.

C) à segregação racial e à expectativa de que seria superada com a prosperidade trazida pelos negros na construção do país.

D) ao período de recessão que se anunciava e que aumentava o preconceito racial pela disputa de empregos.

E) à trajetória bem-sucedida do poeta negro, que buscava reconhecimento de sua importância no mercado musical.

Lucy Maud Montgomery’s first novel, Anne of Green Gables (1908), became an instant bestseller and has remained in print for more than a century, making the character of Anne Shirley a mythic icon of Canadian culture. The book has sold an estimated 50 million copies worldwide, been translated into at least 36 languages, as well as braille, and been adapted more than two dozen times in various mediums. A musical version first produced by the Charlottetown Festival in 1965 is the longest running annual musical theatre production in the world. The CBC also produced the widely acclaimed Anne with an E (2017), a somewhat darker take on the story. It was available internationally through Netflix. 

With an opening theme song by the Tragically Hip (“Ahead By a Century”) and the introduction of LGBTQ, Black and Indigenous storylines, the series expanded the world of Avonlea and connected with a new generation of viewers. According to the show’s creator, three-time Emmy Award winner Moira Walley-Beckett: “It’s always been a concern to me that L. M. Montgomery’s world of Avonlea is such a white world when in fact it doesn’t really accurately reflect the diversity that Canada was and is.” She shared in a September 2019 interview that her “master plan” from the outset was to “find a way to genuinely and legitimately reflect the diversity of the nation.”
MCINTOSH, A. et al. Anne of Green Gables. The Canadian Encyclopedia,
27 nov. 2019, Historica Canadá. Available at: 
https://www.thecanadianencyclopedia.ca. Access on: 03 june 2020 (adapted).
Apesar de ter sua primeira tradução publicada no Brasil em 1939 (Anne de Green Gables),
a história de  Anne Shirley se popularizou no Brasil apenas recentemente
com sua adaptação para a série de TV Anne  with an E (2017). 

Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. A adaptação para a série se permite abordar temas que vão além daqueles explorados na obra original de Montgomery, conectando-se com uma nova geração de espectadores, o que permitiu sua popularização internacionalmente e buscando um retrato mais fiel da sociedade da época.


II. Publicada no início do século XX, a obra original reflete restrições sociais características de seu tempo, em que possivelmente não se permitia a abordagem de determinados temas, embora levante discussões sobre o feminino e permita o levantamento de questões sociais a partir do novo contexto em que uma adaptação eventualmente esteja inserida.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

E) As asserções I e II são proposições falsas.

Defining English as an International Language

English as lingua franca (ELF) has traditionally been defined as ‘interactions between members of two or more different linguacultures in English, for none of whom English is the mother tongue’ (HOUSE, 1999: 74). In other words, ELF is the study of the type of language that is used when second language speakers from different linguistic and cultural backgrounds interact. By definition, all first language speakers of English are excluded from the focus of ELF investigations. Jenkins (2006) argues quite strongly that the purpose of ELF research is essentially to document the features of interactions between second language speakers of English and in no way is meant to depict a particular variety of English that should become the standard for second language speakers.
McKay, S. English as an International Language: What It Is and What
It Means For Pedagogy. SAGE Journals. January 23, 2018. 
Available at: https://journals.sagepub.com. Access on: 20 may 2020.

Como professor de inglês, a importância de se trabalhar com o ensino de língua inglesa como língua franca é

A) trabalhar com diferentes sotaques: britânico, canadense, australiano e norte-americano alternadamente.

B) ensinar o idioma como ferramenta de comunicação entre os povos sem privilegiar povos hegemônicos.

C) admitir o uso da interlíngua na sala de aula para permitir a comunicação dos estudantes.

D) ter liberdade para escolher qual a variação do inglês a ser ensinado em sala.

E) reduzir a preocupação com a pronúncia dos alunos em sua produção oral.

ENADE 2021

Considering the text above, analyze the following statements.

I. The digital tool used by the teacher allowed students to respond to literature in personal and meaningful ways.

II. The use of technology brings a totally different way to approach literary works, discarding the previous one.

III. Teacher used the digital tool as a resource to supplement and enrich the content traditionally presented in the classroom.

IV. Online literary discussion enhances student’s confidence as they can post their comments anonymously.

The correct statement or statements is/are

A) II, only.
B) I and III, only.
C) II and IV, only.
D) I, III and IV, only.
E) I, II, III and IV.

Em Água Quente, existiu uma pessoa que nos deixou muitas histórias. Aqui postamos um pequeno fato relacionado à vida de Biaca.

Biaca em uma roda de conversa entre amigos disse certa vez:

- Mulher boa é a de compadre João.
- Por quê, Biaca? – indagou alguém.
- Hoje na hora do almoço, eu pedi a ela que fritasse um ovos e ela fritou para mim três ovo.
A gargalhada foi total.
- Como é que é: eu pedi um ovos e ela fritou três ovo? – ironiza o amigo em farto sorriso.
- É os plurais das palavra – sentenciou Biaca com o seu jeito irreverente.
História de Biaca.
Disponível em: http://www.luizcarlosbill.com.br/blog/. Acesso em: 20 jun. 2020 (adaptado).

Situações em que o falante não flexiona adequadamente um núcleo do sujeito ou do objeto, de modo a estabelecer a concordância com adjuntos adnominais, como nos casos de ‘um ovos’ e ‘três ovo’, são corriqueiras em atos espontâneos de fala. Tais construções podem ser justificadas pelo fato de

A) exemplificarem modelos da gramática interna do falante ou até mesmo conhecimento implícito sobre a língua que fala, por isso são consideradas como erros.

B) oferecerem uma descrição do português culto, pois construções como ‘um ovos’ e ‘três ovo’ são permitidas pela gramática tradicional.

C) acarretarem uma gramática explícita que se absorve da forma e do significado das expressões da língua.

D) representarem construções agramaticais que se distinguem concretamente.

E) constituírem desvios da língua semanticamente afetados.

O Zé Pereira chegou de caravela
E preguntou pro guarani da mata virgem
- Sois cristão?
- Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte
Tererê Tetê Quizá Quecê!
Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!
O negro zonzo saído da fornalha
Tomou a palavra e respondeu
 - Sim pela graça de Deus
Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!
E fizeram o Carnaval!
ANDRADE, O. de. Poesia reunidas. 5 ed. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 1978, p. 169.

Considerando o poema apresentado e o contexto de sua produção, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. O poema é representativo do ethos latino-americano no debate sobre a crise da modernidade, na medida em que se apropria de bens culturais, reorganizando a percepção da diversidade multicultural, produzindo novas perspectivas acerca dos significados sociais e das interações identitárias exploradas em sua temática.


II. A representação do processo de colonização do Brasil no poema está vinculada a um nacionalismo mítico, ufanista, representado tanto pelo resgate da cultura indígena em contraposição à europeia, quanto pela utilização do registro oral da língua.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

E) As asserções I e II são proposições falsas.

O letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição da escrita. Entre outros casos, procura estudar e descrever o que ocorre nas sociedades quando adotam um sistema de escritura de maneira restrita ou generalizada; procura ainda saber quais práticas psicossociais substituem as práticas “letradas” em sociedades ágrafas. Desse modo, o letramento tem por objetivo investigar não somente quem é alfabetizado, mas também quem não é alfabetizado, e, nesse sentido desliga-se de verificar o individual e centraliza-se no social.
TFOUNI, L. V. Letramento e alfabetização.
São Paulo: Cortez, 1995. p. 9 – 10 (adaptado).

O letramento crítico diferencia-se da leitura crítica, que tem como objetivo auxiliar as pessoas a identificar as intenções do autor, medir a validade da informação veiculada e obter conhecimento sobre o mundo. O letramento crítico, por sua vez, considera o conhecimento como sendo construído, de modo que o sentido do texto seja sempre múltiplo e dependa do contexto em que ele é veiculado e interpretado. [...] Letramento é, então, um conjunto de práticas discursivas e implica também mudanças de identidade.
ZACCHI, V. J. Jogos eletrônicos e novos letramentos no ensino
de língua inglesa. In: TAKAKI, N. H.; MACIEL, R. F. (Org.) 
Letramentos em terra de Paulo Freire. Campinas,
SP: Pontes, 2014. p. 63 – 88 (adaptado).

Considerando os estudos acerca de letramento e letramento crítico, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. O letramento é um conceito com raízes restritas na alfabetização e, por isso, com frequência letramento e letramento crítico são confundidos na escola.


II. O letramento é restrito ao sistema escolar e o letramento crítico é um processo mais profundo nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

E) As asserções I e II são proposições falsas.

Xaxado é neto de um famoso cangaceiro que vivia com o bando de Lampião. Sensível, alegre e sempre atento às belezas e aos problemas da vida no campo, Xaxado é como um sol ao redor do qual circulam todas as outras personagens e histórias da turma.

Zé Pequeno tem fama de ser um menino preguiçoso, que passa o dia inteiro dormindo, mas isso não é verdade. Quem conhece Zé sabe que ele também fica pescando, ouvindo música, namorando, inventando desculpa pra não ir pra aula, tomando banho no rio, subindo em árvore, passeando de jumento, fugindo do trabalho...
Disponível em: http://turmadoxaxado.blogspot.com. Acesso em: 22 maio 2020 (adaptado).

Tu divia vê o tamanho do pêxe, xaxao, era desse tamanhão

Considerando os processos de variação linguística e a relação entre as diferentes formas de uso da linguagem e seu significado social, é correto afirmar que tanto a forma variante “divia” quanto a forma “pêxe”

A) exemplificam o mesmo fenômeno variável, a síncope, e em ambos apenas o nível fonético é afetado pela variação em relação à norma culta da Língua Portuguesa.

B) ajudam a caracterizar Zé Pequeno como membro de uma comunidade de fala mais próxima do polo rural do contínuo rural-urbano, mas não são fenômenos restritos a este polo e, portanto, não podem ser considerados estereótipos dos falares rurais.

C) representam formas variantes altamente estigmatizadas no português urbano culto, tanto no meio oral quanto no meio escrito, e que são quase exclusivas do polo rural do contínuo rural-urbano.

D) ilustram erros de ortografia associados aos maus hábitos de pronúncia que devem ser corrigidos nas escolas.

E) caracterizam, respectivamente, os falares de grupos com baixo poder aquisitivo e de grupos mais próximos ao polo rural do contínuo rural-urbano.

Sete anos de pastor Jacó servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prêmio pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.
Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora negada a sua pastora,
Como se não tivera merecida,
Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!
CAMÕES, L. de. Luís de Camões, Lírica completa, Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda. 
Prefácio e notas de Maria de Lurdes Saraiva. 3 vols., 1980-1981.

“Depois disse Labão a Jacó: _ Porque tu és meu irmão, hás de servir- me de graça? Declara-me qual será o teu salário. E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Léia, e o nome da menor Raquel. Léia porém tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista. E Jacó amava a Raquel, e disse: _ Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. Então disse Labão: _ Melhor é que eu ta dê, do que a de a outro varão; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e foram aos seus olhos como poucos dias, pelo muito que a amava.

E disse Jacó a Labão: _ Dá-me minha mulher, porque juntos meus dias são cumpridos para que eu entre a ela. Então ajuntou Labão a todos os varões daquele lugar, e fez um banquete. E aconteceu à tarde, que tomou Léia, sua filha, e trouxe-lha. E entrou a ela. E Labão deu sua serva Zilpa a Léia sua filha, por serva. E aconteceu pela manhã ver que era Léia; pelo que disse a Labão; _ Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que pois me enganaste? E disse Labão: _ Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita. Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos servires comigo. E Jacó fez assim e cumpriu a semana desta: então lhe deu por mulher Raquel sua filha.”
GÊNESIS, 29: 9-28. Bíblia Sagrada. Trad. Domingos Zamagna. Petrópolis: Vozes, 1982.

Considerando os textos apresentados, avalie as afirmações a seguir.

I. Camões inova na arte de escrever ao utilizar em seus textos o princípio clássico da imitação, a qual não consiste apenas em transcrever o texto imitado, mas possibilita Camões reinventar o texto.

II. Camões se vale da passagem bíblica na construção do soneto transcrito e a intertextualidade é constituída de valores religiosos e cristãos, com intenção religiosa, em uma busca constante dos valores plenos.

III. Camões parte do texto bíblico, respeita a essência e o contexto histórico específico, e o transforma em um poema lírico de alta qualidade estética e literária.

IV. Camões, ao transformar o texto bíblico em um poema lírico amoroso, abranda o comportamento de Labão, supervalorizando o amor de Jacó por Raquel e transformando o texto narrativo em arte literária.

É correto apenas o que se afirma em

A) I e II.
B) I e IV.
C) II e III.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.

Seja eu,
Seja eu,
Deixa que eu seja eu.
E aceita
O que seja seu.
Então deita e aceita eu.
Molha eu,
Seca eu,
Deixa que eu seja o céu.
E receba
O que seja seu.
Anoiteça e amanheça eu.
Beija eu,
Beija eu,
Beija eu, me beija.
O que seja ser.
Então beba e receba
Meu corpo no seu corpo,
Eu no meu corpo,
Eu me deixo.
Anoiteça e amanheça.
ANTUNES, A.; LINDSAY, A.; MONTE, M. [compositores] Beija eu. In: ---. Mais. [S. l.] Emi-Odeon Brasil, p. 1990. 1 CD. Remasterizado em digital.

Considerando o texto acima e os estudos acerca do diálogo das manifestações literárias com linguagens diversas, avalie as afirmações a seguir.

I. A determinação do valor de uma obra literária perpassa pelo conceito de originalidade, evidenciada pela riqueza e complexidade tanto do ponto de vista semântico, quanto do ponto de vista formal, aspecto esse que, embora específico à literatura, pode ser aplicado a letras de canções, como é o caso de “Beija eu”.

II. Na canção “Beija eu”, a ruptura poética, linguisticamente estabelecida, ocorre pela utilização do pronome “eu”, o que causa estranhamento não tanto pela construção em si – muito comum na linguagem oral –, mas pela vinculação dessa construção aos sentidos possíveis que ela ganha, estabelecendo-se, desse modo, a literariedade do texto.

III. A partir do advento da crítica pós-estruturalista, as produções artísticas começam a ser valorizadas mais pelo que constroem em termos de linguagens e sentidos do que pela classificação catalográfica que recebem; perspectiva sob a qual letras de canções populares passam a compor o objeto de estudos da crítica literária, que começa a se debruçar sobre a investigação das manifestações culturais em linguagens diversas e variadas.

É correto o que se afirma em

A) II, apenas.
B) III, apenas.
C) I e II, apenas.
D) I e III, apenas.
E) I, II e III.

Meus oito anos
Oh! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
ABREU, C. de. Poesias Completas de Casimiro de 
Abreu. Rio de Janeiro: Ediouro, 1994 (fragmento).

Meus oito anos
Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra
Da Rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais
Eu tinha doces visões
Da cocaína da infância
Nos banhos de astro-rei
Do quintal de minha ânsia
A cidade progredia
Em roda de minha casa
Que os anos não trazem mais
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais.
ANDRADE, O. de. Obras completas. Rio de Janeiro: 
Civilização Brasileira, 1971.

Sobre os poemas e seus escritores é correto afirmar que

A) o poema “Meus oito anos” de Oswald de Andrade, escritor da segunda fase do Modernismo brasileiro, constitui uma intertextualidade, em forma de paráfrase, do poema “Meus oito anos”, escrito no século XIX, por Casimiro de Abreu, autor da primeira geração romântica brasileira.

B) o poema “Meus oito anos” de Oswald de Andrade, escritor da primeira fase do Modernismo brasileiro, constitui uma intertextualidade, em forma de paródia, do poema “Meus oito anos”, escrito no século XIX, por Casimiro de Abreu, autor da segunda geração romântica brasileira.

C) o poema “Meus oito anos” de Oswald de Andrade, escritor da terceira fase do Modernismo brasileiro, constitui uma intertextualidade, em forma de referência e alusão, do poema “Meus oito anos”, escrito no século XIX, por Casimiro de Abreu (1839-1860), autor da terceira geração romântica brasileira.

D) o poema “Meus oito anos”, de Oswald de Andrade, escritor da primeira fase do Modernismo brasileiro, constitui uma intertextualidade, em forma de epígrafe, do poema “Meus oito anos”, escrito no século XIX, por Casimiro de Abreu, autor da primeira geração romântica brasileira.

E) o poema “Meus oito anos”, de Oswald de Andrade, escritor da primeira fase do Modernismo brasileiro, constitui uma intertextualidade, em forma de citação, do poema “Meus oito anos”, escrito no século XIX, por Casimiro de Abreu (1839-1860), autor da segunda geração romântica brasileira.

Diabo — [...] Embarca — ou embarcai...
que haveis de ir à derradeira!
Mandai meter a cadeira,
que assim passou vosso pai.
Fildalgo — Quê? Quê? Quê? Assim lhe vai?!
Diabo — Vai ou vem! Embarcai prestes!
Segundo lá escolhestes, assim cá vos contentai.
Pois que já a morte passastes, haveis de passar o rio.
Fildalgo — Não há aqui outro navio?
Diabo — Não, senhor, que este fretastes, e primeiro que expirastes me destes
logo sinal.
Fildalgo — Que sinal foi esse tal?
Diabo — Do que vós vos contentastes.
Fildalgo — A estoutra barca me vou.
Hou da barca! Para onde is?
Ah, barqueiros! Não me ouvis?
VICENTE, G. Auto da Barca do Inferno.
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br.
Acesso em: 31 maio 2020 (adaptado).

Brooklyn Museum. HOMER, W. (American, 1836-1910). The Boatman, 1891.
Brooklyn Museum. HOMER, W. (American, 1836-1910). The Boatman, 1891.
Available at: https://www.brooklynmuseum.org/
opencollection/objects/48240. Access on: 31 may 2020 (adapted).

Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa. Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais [...] Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio — pondo perpétuo. Eu sofria já o começo de velhice — esta vida era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte.
ROSA, J. G. A terceira margem dorio. In: ______.
Ficção completa: volume II. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 1994, p. 409-413 (adaptado).

Considerando as informações apresentadas nos textos I, II e III, avalie as afirmações a seguir.

I. O texto I apresenta um trecho de uma peça teatral do humanismo português, isto é, período de transição entre a cultura da Idade Média e do Renascimento, e menciona três elementos que são importantes para a compreensão da morte como ritual de travessia.

II. Os três textos se comunicam, e no texto II há uma aquarela com lápis de grafite, desenhado sobre papel grosso texturizado, uma representação surrealista das vanguardas artísticas europeias, que surgiu em Paris no início do século XX.

III. O texto III apresenta trecho de um conto, em prosa coloquial, considerado obra literária do contexto modernista brasileiro, cujo título não revela que terceira margem é esta, mas indica que o pai segue rumo a um caminho desconhecido.

IV. As informações apresentadas nos textos tratam de manifestações artísticas dos gêneros conto, arte pictórica e peça teatral, todas pertencentes ao mesmo contexto de manifestação artística e literária.

É correto apenas o que se afirma em

A) I e III.
B) I e IV.
C) II e IV.
D) I, II e III.
E) II, III e IV.

PORTINARI, C. Retirantes, 1944. São Paulo. Museu de Arte de São Paulo.
PORTINARI, C. Retirantes, 1944. São Paulo. Museu de Arte de São Paulo.

Na Planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da caatinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se [...] Sinhá Vitória percebeu-lhe a inquietação na cara torturada e levantou-se também, acordou os filhos, arrumou os picuás. Fabiano retomou o carrego. Sinhá Vitória desatou-lhe a correia presa ao cinturão, tirou a cuia e emborcou-a na cabeça do menino mais velho, sobre uma rodilha de molambos. Em cima pôs uma trouxa. Fabiano aprovou o arranjo, sorriu, esqueceu os urubus e o cavalo. Sim, senhor. Que mulher! Assim ele ficaria com a carga aliviada e o pequeno teria um guarda-sol. O peso da cuia era uma insignificância, mas Fabiano achou-se leve, pisou rijo e encaminhou-se ao bebedouro. Chegariam lá antes da noite, beberiam, descansariam, continuariam a viagem com o luar. Tudo isso era duvidoso, mas adquiria consistência. E a conversa recomeçou, enquanto o sol descambava.
RAMOS, G. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 5 – 70.

Considerando os textos apresentados e a relação entre as manifestações literárias com outras linguagens, avalie as afirmações a seguir.

I. As obras de Portinari e Graciliano Ramos, representadas nos textos I e II expressam um sentimento de indignação e denúncia da realidade, uma vez que ambas abordam o problema da relação concreta da sociedade do sertão por meio de um choque estético, pela forma rude com que representam a cena e as personagens.

II. A pintura de Portinari enfrenta a realidade não para contemplá-la, mas para apropriar-se dela e expressá-la por meio de sua rearticulação em volumes, linhas e cores que nada têm de harmônico ou simétrico, fator que possibilita classificar sua pintura como pertencente ao movimento estético do Realismo.

III. A crítica à situação hostil dos retirantes nordestinos no texto de Graciliano Ramos ocorre pela economia verbal, com uma linguagem seca e ríspida, recurso pelo qual o texto traz uma imagem lírica, de forma semelhante como comumente se constitui na poesia e nas artes plásticas.

É correto o que se afirma em

A) I, apenas.
B) III, apenas.
C) I e II, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.

“Que tipo de inferência sobre o conhecimento de língua por parte dos alunos podemos fazer com base em dados obtidos por meio de testes de itens isolados? Basicamente, podemos ter acesso à compreensão que esse aluno tem dos itens lexicais e das regras gramaticais avaliadas por esse tipo de teste, assim como podemos verificar até que ponto ele compreende o próprio tipo de teste que está sendo apresentado, o que não é a mesma coisa que saber este ou aquele conteúdo ou ter desenvolvido esta ou aquela competência.”
CORREIA, E. P; FORTES, M. S. e ZILLES, A. M. S. Avaliação:
uma reflexão. In: LIMA, D. C. (org). Ensino e aprendizagem de língua inglesa: 
conversas com especialistas. São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 223.

A observação de aulas é um instrumento de avaliação do desempenho do professor, que pode ser realizada a partir de duas perspectivas diferentes. Uma delas é a perspectiva da instituição, interessada em avaliar profissionalmente o professor para decidir se ele precisa de mais treinamento ou não, se deve continuar trabalhando ali ou não. A outra é a perspectiva do professor, interessado em avançar na formação. Infelizmente, é a primeira perspectiva que costuma habitar o imaginário dos professores de inglês, levando-os a criarem resistências e a não vislumbrarem a observação de aula como um instrumento de avaliação essencial para sua formação.
OLIVEIRA, L. A. Aula de inglês: do planejamento à avaliação.
São Paulo: Parábola editorial, 2015.

A partir dos textos apresentados e considerando o termo teste como sinônimo de avaliação, avalie as afirmações a seguir.

I. A diversificação possível de instrumentos avaliativos torna-se um dificultador para a verificação do desenvolvimento das competências linguísticas.

II. O instrumento de avaliação abstraído de um contexto de uso da língua tem como objetivo principal verificar a retenção de conteúdo pelos alunos.

III. A observação da prática do professor em sala de aula corporifica uma tensão entre confiança e vulnerabilidade, devendo por este motivo ser evitada.

IV. A avaliação permite ao docente refletir sobre sua prática pedagógica e auxilia no aprimoramento e/ou reformulação do processo de ensino.

É correto apenas o que se afirma em

A) I.
B) II.
C) I e III.
D) II e IV.
E) III e IV.

O professor de Português é visto como alguém a quem compete apenas o ensino da gramática, de onde se deriva sua identidade de caçador de erros, para os quais se deve ter sempre a indicação da resposta correta. Apesar das inúmeras dificuldades existentes no domínio do ensino-aprendizagem, faz-se urgente atribuir uma nova identidade pedagógico-social ao professor de línguas.

Um professor aberto a redescobertas propiciadas por novas perspectivas e por novos parâmetros teóricos e metodológicos, interessado em procurar e em reivindicar meios de ampliar suas competências e superar seu sentimento de insegurança. É preciso também que ele esteja disposto a reformular seus objetivos de ensino e, consequentemente, seus programas de ensino, acreditando que existem novas demandas sociais, novas formas e meios de produção e circulação da informação.

Um professor que saiba articular o que pretende ensinar com as reais necessidades de seus alunos. Neste sentido, pode-se pensar em quanto tempo já se gastou com o ensino de definições e classificações gramaticais desprovidas de qualquer tipo de contextualização ou funcionalidade.Assim, é importante uma educação linguística pela qual as pessoas tenham a oportunidade de perceber a força e poder da linguagem, sua importância na construção das identidades dos indivíduos e sua função nas mudanças sociais e culturais.
ANTUNES, I. O professor de língua: a urgência de programas de formação
que lhe garantam um nova identidade pedagógico-social. 
In. CHAGURI, J; TONELLI, J.R. (Org.). Perspectivas Educacionais
e Ensino de Línguas. Londrina: Editora Eduel. 2014, p. 195-208 (adaptado).

Com base nas informações apresentadas no texto é correto afirmar que

A) o professor de português, na atualidade, oportuniza experiências com a linguagem, possibilitando que os alunos interajam e dialoguem a partir de estratégias de leitura e escrita recorrentes.

B) o ensino de português nas escolas tem conotação plural, seguindo os programas de ensino e as prerrogativas de documentos oficiais, possibilitando a formação de aprendizes competentes.

C) o professor, através de sua formação inicial, possibilita a inserção dos alunos em práticas de leitura e escrita que formam cidadãos capazes de acessar o código linguístico escrito ou falado.

D) os objetivos e os programas de ensino devem estar alinhados com as novas demandas sociais, com as formas de circulação e produção da informação e às reais necessidades dos alunos.

E) a educação linguística atual oferece ao indivíduo uma formação plural, que o leva a entender que a língua falada age como uma contraparte da escrita, sendo usadas em momentos distintos.

Diante do impacto e da pressão modernizadora de inspiração estrangeira, são três as respostas dos regionalistas: aceitação absoluta das novas formas literárias; a rigidez cultural, que rejeita toda novidade estética; e o que Rama define como ‘plasticidade cultural’ de uma produção literária, que integra as novas estruturas formais sem recusar as próprias tradições. Esta proposta é o que ele vai chamar de literatura de transculturação.
REIS, L. de F. Transculturação e Transculturação Narrativa.
In: FIGUEIREDO, E. Conceitos de Literatura e Cultura. 2 ed. 
Niterói. EDUFF; Juiz de Fora: EDFJF, 2010, p. 470 (adaptado).

Eu só boto bebop¹ no meu samba
Quando Tio Sam tocar um tamborim
Quando ele pegar
No pandeiro e no zabumba.
Quando ele aprender
Que o samba não é rumba.
Aí eu vou misturar
Miami com Copacabana.
Chiclete eu misturo com banana,
E o meu samba vai ficar assim:
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Eu quero ver a confusão
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Tururururururi bop-bebop-bebop
Olha aí,o samba-rock,meu irmão
É, mas em compensação,
Eu quero ver um boogie-woogie²
De pandeiro e violão.
Eu quero ver o Tio Sam
De frigideira
Numa batucada brasileira.
GOMES, J.; GORDURINHA. Chiclete com banana.
Intérprete: Jackson do Pandeiro.
In: Jackson do Pandeiro. Rio de Janeiro: Columbia, 1959.
¹Bepop: gênero musical norte-americano
²Boogie-woogie: estilo de blues

A partir dos textos apresentados, é correto afirmar que

A) na letra da canção, o eu lírico, ao afirmar que vai misturar Miami com Copacabana demonstra uma postura de plena alienação do processo de produção de sentidos culturais, caracterizada pela aceitação absoluta da estética que lhe é apresentada.

B) na letra da canção, o eu lírico está ressignificando elementos culturais e artísticos, a partir do questionamento do intercâmbio cultural entre as culturas brasileira e americana, pela integração dos elementos exteriores aos próprios de sua tradição.

C) na canção, o eu lírico assume a condição de reprodutor da cultura americana, não exigindo qualquer contrapartida desta, ou seja, uma mera apropriação das determinações culturais exteriores.

D) no texto teórico identifica-se uma alusão à produção de sentidos no processo de intercâmbio cultural, enquanto que na letra da canção há uma abordagem à temática da colonização na modernidade, era distante do que se propõe pelo conceito de transculturação.

E) no texto teórico, propõe-se, pelo conceito de transculturação, um sujeito ativo no processo de apropriação de elementos culturais, caracterizada pela plasticidade cultural; ideia essa negada pela canção, no verso “Eu quero ver a confusão”.


A partir do cartum, avalie as afirmações a seguir.

I. O gênero cartum indica um tom crítico, satírico que utiliza o humor para explorar as diferenças de crenças e valores que se refletem em dois dress codes completamente diferentes.

II. A proximidade linguística apresentada nos balões indica a mesma ideologia subjacente às duas culturas: “Nothing/everything covered but her eyes, what a cruel male-dominated culture”.

III. O processo de interpretação do cartum engloba tanto a linguagem verbal quanto a linguagem não verbal apresentadas, além de um conhecimento enciclopédico de mundo referente às diferenças interculturais inerentes ao discurso apresentado.

É correto o que se afirma em

A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) I e III, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.

ALMEIDA, Belmiro de. Arrufos (1887).
ALMEIDA, Belmiro de. Arrufos (1887).
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra6374/arrufos. 
Acesso em: 28 maio 2020.

O primo Basílio
Enfim, um dia que o viu mais distraído, mais frio, explicou-se abertamente com ele.
Direita, sentada no canapé de palhinha, falou com bom senso, devagar, com um ar digno e preparado: Que percebia bem que ele se aborrecia; que o seu grande amor tinha passado; que era portanto humilhante para ela verem-se nessas condições, e que julgava mais digno acabarem...
Basílio olhava-a, surpreendido da sua solenidade; sentia um estudo, uma afetação naquelas frases; disse muito tranqüilamente, sorrindo:
— Trazias isso decorado!
Luísa ergueu-se bruscamente; encarou-o, teve um movimento desdenhoso dos lábios.
— Tu estás doida, Luísa?
— Estou farta. Faço todos os sacrifícios por ti; venho aqui todos os dias; comprometo-me, e para quê? 
Para te ver muito indiferente, muito secado...
— Mas meu amor...
Ela teve um sorriso de escárnio.
— Meu amor! Oh! São ridículos esses fingimentos!
Basílio impacientou-se.
— Já isso cá me faltava, essa cena! — exclamou impetuosamente. E cruzando os braços diante dela: 
— Mas que queres tu? Queres que te ame como no teatro, em São Carlos? Todas sois assim! Quando um pobre diabo ama naturalmente, como todo o mundo, com o seu coração, mas não tem gestos de tenor, aqui del rei que é frio, que se aborrece, é ingrato... Mas que queres tu? Queres que me atire de joelhos, que declame, que revire os olhos, que faça juras, outras tolices?
— São tolices que tu fazias...
— Ao princípio! — respondeu ele brutalmente. — Já nos conhecemos muito para isso, minha rica.
E havia apenas cinco semanas!
QUEIRÓS, E. de. O primo Basílio (1878). Ciberfil Literatura Digital. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/
texto/ph000227.pdf. Acesso em: 28 maio 2020. p. 156-157 (adaptado).

Considerando o movimento Realista, a prática docente e uma análise comparativa entre a imagem e o texto escrito apresentados, avalie as afirmações a seguir.

I. O professor pode explicitar que entre 1850 e 1890 o Realismo espalhou-se pela Europa e outros continentes tanto nas artes visuais quanto na literatura.

II. O professor pode relacionar a pintura Arrufos, que retrata a discussão de um casal, e o trecho de O Primo Basílio, a fim de retratar em diferentes expressões artísticas a representação objetiva da realidade, ou seja, uma forma de reproduzir a realidade tal como ela é.

III. O professor pode relacionar Arrufos, uma das primeiras obras brasileiras a romper com a tradição de pinturas históricas e de imagens sagradas e O Primo Basílio, um romance de crítica da sociedade portuguesa cujas falsas bases Eça de Queirós considerava um dever atacar.

IV. O professor pode expor que as obras e os autores atacam as instituições sociais como a Família, a Igreja e o Estado, sempre com a preocupação de fazer um vasto inquérito da sociedade brasileira e portuguesa, e moralizar os costumes da época.

É correto apenas o que se afirma em

B) I e IV.
C) I, II e III.
D) I, II e IV.
E) II, III e IV.

Os gêneros textuais funcionam como moldes comunicativos, responsáveis por adaptar nossas produções textuais aos contextos e situações diversas. Ao se comunicarem, as pessoas traçam objetivos específicos. Nesse sentido, os gêneros textuais têm a função de conduzir e facilitar o diálogo interpessoal de modo que tais objetivos sejam alcançados.

Com base nessa premissa, considera-se a escola o locus oficial para a apropriação dos gêneros textuais, uma vez que são eles que possibilitam a inserção dos alunos em esferas sociais diversas, possibilitando, assim, que se engajem em práticas discursivas variadas.

Para muitos autores, o ensino de uma determinada língua deve se concretizar por meios de gêneros textuais, mais especificamente por meio de sequências didáticas de gêneros textuais, definidas como “um conjunto de atividades escolares organizadas de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”, cujo o objetivo é proporcionar ao aluno a apropriação de um determinado gênero e, por consequência, de capacidades para utilizá-lo quando necessário.

Com relação ao ensino de língua inglesa, de forma mais específica, observa-se uma maior necessidade do trabalho com gêneros orais na escola, contudo, sabe-se das limitações para a concretização deste trabalho. Apesar de o ensino da oralidade ter a mesma importância que a leitura e escrita, é bastante nítida sua marginalização na sala de aula.
PETRECHE, C.R; FERREIRA, P.F; SANTOS, R. O gênero entrevista nas aulas de língua inglesa: uma proposta didática. In: EL KADRI, M.S; 
PASSONI, T.P; GAMERO, R. (Org.). Tendências Contemporâneas para o Ensino de Língua Inglesa: propostas para a educação básica. 
Campinas: Editora Pontes. 2014, p. 183-206 (adaptado).

Com base no texto, avalie as afirmações a seguir.

I. O ensino baseado em gêneros textuais tem como locus oficial a escola pelo fato de os gêneros estarem disponíveis na sociedade e constituírem prática de referência para o agir.

II. O ensino baseado nos gêneros textuais pode se manifestar por meio das sequências didáticas, que têm função de conduzir e facilitar o diálogo interpessoal.

III. A relação entre gêneros orais e escritos é considerada dicotômica pelo fato de haver uma sustentação mútua entre eles, sendo tal relação importante no ensino de línguas.

IV. O ensino dos gêneros orais nas escolas brasileiras é negligenciado devido a condições e limitações impostas por muitos contextos.

V. O ensino baseado em gêneros textuais é eficaz por possibilitar que os alunos se engajem em práticas discursivas diversas.

É correto apenas o que se afirma em

A) IV e V.
B) I, II e III.
C) I, IV e V.
D) II, III e IV.
E) I, II, III e V.

Quando Emília voltou para onde se achavam os meninos, viu-os em preparativos para o regresso. Estavam com uma fome danada.
— E o Visconde? — indagou ela. — Apareceu?
— Está aqui, sim — respondeu Pedrinho —, mas nega a pés juntos que haja furtado o Ditongo.
Emília aproximou-se do velho sábio, que tinha uma bochecha inchada de dor de dente.
— Então, onde está o Ditongo, Senhor Visconde? — interpelou ela, de mãozinha na cintura e olhar firme.
O pobre fidalgo pôs-se a tremer, todo gago.
— Eu. . . eu. . .
— Sim, o senhor mesmo! — disse Emília com vozinha de verruma. — O senhor raptou o Ditongo Ão e escondeu-o em qualquer lugar. Vamos. Confesse tudo.
— Eu. . . eu. . . — continuava o fidalgo, que não sabia lutar com a boneca. 
Emília refletiu uns instantes. Depois agarrou-o e fê-lo abrir a boca à força. O Ditongo furtado caiu no chão. . .
— Vejam! — exclamou Emília, vitoriosa. — Ele tinha escondido o pobre Ditongo na boca, feito bala. Que vergonha, Visconde! Um homem da sua importância, grande sábio, ledor de álgebra, a furtar Ditongo. . .
— Eu explico tudo — declarou por fim o Visconde, muito vexado. — O caso é simples. Desde que caí no mar, naquela aventura no País da Fábula fiquei sofrendo do coração e muito sujeito a sustos. Ora, este Ditongo me fazia mal. Sempre que gritavam perto de mim uma palavra terminada em Ão, como Cão, Ladrão, Pão e outras, eu tinha a impressão dum tiro de canhão ou dum latido de canzarrão. Por isso me veio a ideia de furtar o maldito Ditongo, de modo que desaparecessem da língua portuguesa todos esses latidos e estouros horrendos. Foi isso só. Juro!
Emília ficou radiante de haver adivinhado.
— Eu não disse? — gritou para os meninos. — Eu não disse que devia ser isto?
E para o desapontadíssimo fidalgo:
— Pegue o Ditongo e vá botá-lo onde o achou. Você não é Academia de Letras para andar mexendo na língua. . .Meia hora mais tarde já estavam todos no sítio, contando ao Burro Falante o maravilhoso passeio pelas terras da Gramática.
LOBATO, M. Aritmética da Emília. In: Emília no país da gramática.
Círculo do Livro, 1987, p. 137-138 (adaptado).

Se de todas as palavras do dicionário desaparecer o ‘h’[...] A “hora”, transformada em “ora”, pede demissão do relógio e vai trabalhar na gramática, como conjunção ou advérbio.
RODARI, G. Gramática da fantasia. Tradução de Antônio Negrini;
direção da coleção de Fanny Abramovich. 
Novas buscas em comunicação; v. 11,
São Paulo: Summus, 1982, p.37 (adaptado).

Considerando a prática docente e as informações apresentadas nos textos, avalie as afirmações a seguir.

I. Os textos permitem a exemplificação de figuras de linguagem, como metáfora e prosopopeia.

II. Os fragmentos podem ser utilizados para a construção de propostas que envolvam o ensino de ortografia e de sintaxe.

III. Os excertos apresentam a gramática de forma lúdica e permitem a criação de outras histórias sobre classes de palavras, por exemplo.

IV. As passagens abordam os mecanismos fonológicos e léxico-gramaticais de forma descontextualizada à realidade do estudante brasileiro.

É correto apenas o que se afirma em

A) I e II.
B) I e IV.
C) III e IV.
D) I, II e III.
E) II, III e IV.

Os quilombolas, compreendidos também como povos ou comunidades tradicionais, exigem que as políticas públicas a eles destinadas considerem a sua inter-relação com as dimensões históricas, políticas, econômicas, sociais, culturais e educacionais que acompanham a constituição dos quilombos no Brasil. Consequentemente, a Educação Escolar Quilombola não pode ser pensada somente se levando em conta os aspectos normativos, burocráticos e institucionais relacionados à configuração das políticas educacionais. A sua implementação deverá ser sempre acompanhada de consulta prévia e realizada pelo poder público junto às comunidades quilombolas e suas organizações.
BRASIL/CNE. Parecer CNE/CEB n. 16/2012. Diretrizes Curriculares 
Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, 2012 (adaptado).

Considerando o texto e as discussões sobre políticas de articulação escola/comunidade quilombola, avalie as afirmações a seguir.

I. A relação entre educação e movimentos sociais na educação quilombola objetiva adequar essa organização cultural ao sistema educacional.

II. A história, a memória, o território, a ancestralidade e os conhecimentos tradicionais da comunidade quilombola são aspectos considerados na garanti a do direito à educação quilombola.

III. O papel da comunidade quilombola é determinante nos processos decisórios acerca da educação escolar a ser nela implementada.

É correto o que se afirma em

A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) I e III, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III. 

O pensamento de Paulo Freire – a sua teoria do conhecimento – deve ser entendido no contexto em que surgiu o Nordeste brasileiro, onde, no início da década de 1960, metade de seus 30 milhões de habitantes vivia na “cultura do silêncio”, como ele dizia, isto é, eram analfabetos. Era preciso “dar-lhes a palavra” para que transitassem para a participação na construção de um Brasil que fosse dono de seu próprio destino e que superasse o colonialismo.
GADOTTI, Moacir. Paulo Freire : uma bibliografia. 
São Paulo: Cortez, 1996.

Com base no texto e nas ideias freireanas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. Paulo Freire denunciou a opressão e a exclusão gerada pela supressão do direito à educação e à cidadania, defendendo a educação como uma empreitada coletiva.


II. A educação deve ser compreendida como um ato político, pois deve incentivar a reflexão e a ação consciente e criativa do sujeito em seu processo de libertação.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.

B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.

C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

E) As asserções I e II são proposições falsas.

O Decreto n. 5.626/2005, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) considera a pessoa surda como aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais. Em consonância com o decreto, nas escolas públicas em que há crianças surdas ou com deficiência auditiva matriculadas, faz-se necessário o desenvolvimento de práticas capazes de garantir o seu direito à educação.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5626.htm.
Acesso em 20 abr. 2020 (adaptado).

Considerando as ações necessárias para a escola garanti r o direito à educação das crianças surdas, avalie as afirmações a seguir.

I. É necessário criar situações em sala de aula que promovam o convívio social entres as crianças, que estimule o respeito às diferenças, promovendo o reconhecimento das suas potencialidades e o desenvolvimento afetivo, cognitivo, linguístico e sociocultural.

II. A Libras deve ser assegurada como a primeira língua da criança surda, considerando-se a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, como a segunda.

III. É fundamental disponibilizar intérpretes de Libras para as crianças surdas, e caso não seja possível, é preciso solicitar aos familiares que procurem outra escola mais preparada.

IV. A escola deve fomentar parcerias com os pais com o objetivo de acolhê-los e ajudá-los a constituir uma imagem positiva de seu filho surdo, auxiliando-o na compreensão da sua realidade.

V. Os professores precisam desenvolver, em relação aos alunos surdos, processos de avaliação mais subjetivos com foco nas dificuldades de aprendizagem desses alunos.

É correto apenas o que se afirma em

A) I e V.
B) II e III.
C) I, II e IV.
D) I, III, IV e V.
E) II, III, IV e V.

As percepções sobre o termo liderança revelam uma configuração ainda precária da realidade brasileira no campo da gestão escolar. As pesquisas internacionais apresentam uma gama significativa de resultados sobre o tema há, pelo menos, mais de duas décadas. Vale lembrar que os estudos sobre escolas eficazes, na sua maioria, apontam o efeito da liderança do gestor como um dos principais fatores explicativos dessa equação.

Um sobrevoo nos dados da pesquisa Olhares Cotidianos sobre a Gestão Escolar (OCGE), realizada com gestores e professores de seis escolas de um município brasileiro, permite identificar, de forma geral, noções sobre o termo, ao se solicitar ao grupo algum tipo de caracterização mais precisa de liderança:

"Isso aí é uma coisa que se tem ou não se tem." (Ana, Grupo Liderança).
"O dom da palavra, do convencimento..." (Andrea, Grupo Liderança).
"Carisma" (Cíntia, Grupo Liderança).
"A pessoa nasce com isso ou não." (Adriana, Grupo Liderança).
COELHO, F. M. O Cotidiano da Gestão Escolar: o método de caso na sistematização de problemas. 
educação & realidade, Porto Alegre, v. 40, n. 4, out./dez. 2015, p. 1.261-1.276 (adaptado).

Relacionando as ideias de liderança expostas pelas participantes da pesquisa sobre o exercício da gestão escolar, avalie as afirmações a seguir.

I. As respostas de Ana e Adriana reforçam as concepções defendidas pelas investi gaçõescientíficas do campo educacional contemporâneo sobre liderança, que afirmam que nem todos podem ser gestores escolares e que é preciso ter a qualidade de empreendedor para ocupar esse cargo. 

II. Ana e Cíntia expõem ideias que são coerentes com os estudos atuais sobre a prática da gestão escolar, pois enfatizam o estilo administrativo do gestor, que é um fator fundamental para se compreender a liderança e as suas relações com os objetivos educacionais das escolas.

III. Em suas respostas, Andrea e Cíntia expressam a ideia de liderança a parti r de um de seus aspectos, o interpessoal, embora outros fatores relevantes interfiram na gestão escolar, como o administrativo e/ou o pedagógico.

IV. As afirmações das participantes relacionam a liderança a uma capacidade de convencimento e a uma habilidade inata do líder – concepções já ultrapassadas pelas investigações educacionais sobre o tema no cenário contemporâneo.

É correto apenas o que se afirma em

A) I e IV.
B) II e III.
C) III e IV.
D) I, II e III.
E) I, II e IV.

As redes sociais promovem formas de interação entre indivíduos agrupados por interesses mútuos, identidades semelhantes e também por valores compartilhados. Nesse contexto, a Internet vem se tornando um importante espaço para movimentos sociais por possibilitar uma acelerada e ampla difusão de ideias e absorção de novos elementos em busca de algo em comum. Assim, o s movimentos sociais se fazem valer cada vez mais da “ democracia informaciona l”, da “ ciberdemocracia” e da prática do “ ciberativismo”. 

A parti r das ideias sobre comunicação e interação virtual, avalie as afirmações a seguir.

I. Os movimentos sociais tendem a perder força, prestígio e visibilidade com o crescimento da virtualidade junto à nova geração de jovens e adultos.

II. Ciberdemocracia, democracia informacional e ciberativismo podem ser classificados como movimentos advindos da virtualidade.

III. As redes sociais potencializam o ativismo fazendo uso da virtualidade, no entanto, ainda são pouco exploradas pelos movimentos sociais da atualidade.

IV. Tempo e espaço são conceitos a serem repensados a parti r da inserção cada vez maior da virtualidade na vida social.

V. É papel do educador formar e preparar os alunos para uma atuação responsável e crítica frente à virtualidade, explorando suas potencialidades.

É correto apenas o que se afirma em

A) I, II, e III.
B) I, III e IV.
C) I, IV e V.
D) II, III e V.
E) II, IV e V.


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ENADE 2021: Português e inglês (licenciatura) com Gabarito
Meus Exercícios
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